
Em uma operação de mineração, uma peça pequena pode causar um problema enorme. Uma mangueira, conexão ou adaptador que não está disponível no momento certo pode deixar um equipamento parado por horas ou até dias. E, quando a operação está longe dos grandes centros, uma reposição emergencial se torna ainda mais difícil.
Por isso, organizar o estoque hidráulico não significa simplesmente comprar mais peças. Significa entender o que realmente precisa estar disponível, em qual quantidade e com que frequência deve ser reposto.
Tempo estimado de leitura é 8 minutosA rotina da mineração é exigente. Os equipamentos trabalham sob pressão, poeira, vibração e cargas elevadas. Nesse cenário, falhas e desgastes fazem parte da operação.
O problema começa quando a equipe identifica a falha, mas não encontra a peça correta no estoque. A partir daí, surgem compras emergenciais, fretes caros, improvisações e máquinas paradas. Em operações remotas, esse impacto pode ser ainda maior, já que o prazo de transporte costuma ser mais longo.
Por outro lado, manter peças demais também não é uma boa solução. Estoques excessivos ocupam espaço, prendem capital e aumentam o risco de perda por armazenamento inadequado.
O objetivo deve ser encontrar o equilíbrio: ter os itens certos disponíveis sem transformar o almoxarifado em um depósito de materiais pouco utilizados. É nesse ponto que a Curva ABC pode ajudar.

A Curva ABC é uma forma prática de separar os itens do estoque de acordo com sua importância para a empresa. A metodologia se baseia no princípio de Pareto, conhecido como regra 80/20. De forma geral, uma pequena parte dos itens costuma representar uma parcela significativa do valor movimentado.
Na prática, os materiais são divididos em três grupos:

Na mineração, entretanto, o preço não pode ser o único critério.
Uma conexão de baixo custo, por exemplo, pode interromper uma máquina essencial caso não exista uma alternativa compatível. Por isso, a classificação também deve considerar:
Assim, um item barato pode ser tratado como crítico caso sua falta comprometa a produção.
O primeiro passo é identificar quais equipamentos são essenciais para a continuidade da operação. Depois, é importante analisar dados reais, como ordens de manutenção, histórico de falhas, consumo de peças e retiradas do almoxarifado.
Com essas informações, a empresa pode definir estoques mínimos e pontos de reposição mais coerentes com sua realidade. Algumas ações simples fazem a diferença, como padronizar os materiais, organizar os locais de armazenamento, acompanhar o consumo e revisar o estoque regularmente.

Em alguns projetos, organizar o almoxarifado central não é suficiente. A distância entre o estoque e o equipamento continua gerando atrasos. Nessas situações, a HANSA-FLEX pode apoiar a operação com diferentes modelos de logística hidráulica:
A HANSA-FLEX conta com 9 filiais localizadas estrategicamente pelo Brasil, com estoque robusto e sistema logístico próprio. Quando a operação exige componentes especiais, os itens também podem ser trazidos diretamente da matriz na Alemanha.
Com a Loja In-Company materiais, componentes e profissionais especializados ficam disponíveis dentro da sua operação. A estrutura permite produzir mangueiras hidráulicas e fornecer os componentes necessários conforme a demanda, reduzindo deslocamentos, prazos de espera e custos com armazenamento.
O serviço também pode incluir treinamento para os funcionários, com orientações práticas sobre montagem e instalação correta dos produtos. Dessa forma, a equipe ganha mais autonomia, reduz falhas e aumenta a confiabilidade dos serviços realizados.

As oficinas container funcionam como um estoque e uma oficina dentro do próprio projeto. A estrutura pode reunir máquinas, ferramentas, componentes, e até bancada para testes de alta pressão.
Cada contêiner pode ser configurado conforme as necessidades da sua operação, com organização padronizada dos materiais e possibilidade de reabastecimento planejado.
Também podemos oferecer treinamentos no local, preparando os funcionários para realizar a pré-montagem de mangueiras e componentes de acordo com as normas aplicáveis.
A HANSA-FLEX te ajuda a revisar e organizar esses processos. O trabalho pode incluir a criação de uma lista padronizada de materiais, a identificação dos itens mais importantes e a definição de locais adequados para cada componente.
Também são avaliadas as condições de armazenamento, já que poeira, líquidos, variações de temperatura e impactos podem comprometer a qualidade e a vida útil das peças.
Além disso, quando necessário, a operação pode adotar soluções como pedidos por scanner ou kits preparados para atividades específicas de manutenção.
O objetivo é simples: reduzir o tempo de procura, evitar faltas e tornar o fluxo de materiais mais previsível.

Uma boa gestão de estoque não busca acumular o maior número possível de peças. Ela busca garantir que os componentes realmente importantes estejam disponíveis quando forem necessários.
Ao combinar os ativos certos sua operação reduz compras emergenciais, evita improvisações e melhora a previsibilidade da manutenção.
Fale com a HANSA-FLEX e encontre a solução de logística hidráulica mais adequada para sua operação de mineração.